Blog da King Bong - Cultura canábica na mente

  1. Prensado: o que é e como é feito?

    Maconha prensada

    Muito presente no cotidiano de milhares de brasileiros, o prensado é a forma mais fácil e barata de se encontrar maconha.

    Prensado: o que é e como é feito?

    Índice

     

    O que é prensado?

    Prensado é um apelido autoexplicativo da maconha prensada. É a forma mais comum de acesso à maconha no Brasil e em muitos países em que a cannabis é ilegal (embora também exista em países legalizados). Nada mais é que a forma mais fácil e barata de se comercializar maconha.

     

    Prensar a planta diminui seu volume, facilita o transporte e torna tudo mais fácil na hora de esconder. No Brasil, grande parte do que é distribuído vem das fazendas ilegais paraguaias.

     

    Qual a diferença entre prensado e natural?

    São muitas as diferenças entre o prensado e a maconha vendida em forma de flor ou extrações. A principal delas é o cuidado do cultivador ao manusear a planta.

     

    A maconha é uma planta com diversas “chatices” em relação ao plantio e nos cuidados após da retirada das flores. Essas condições ambientais têm um reflexo direto na quantidade de canabinoides e terpenos que a planta irá produzir, o que define muito o seu sabor e potência ao ser fumada (se você não sabe ou não lembra o que são terpenos, pode encontrar nesse outro texto aqui (link) do nosso blog). A principal diferença é que a planta natural conservou essas características por conta do cuidado no período de secagem e cura, por conta dessa falta de cuidado, a planta prensada inicia seu processo de decomposição e fermentação, produzindo mais impurezas.

     

    Qual a espécie do prensado?

    É praticamente impossível determinar a strain que foi plantada apenas observando ou fumando o prensado, isso porque além daquela planta já ter perdido suas características naturais, como o tamanho do bud, ela já passou por um processo de decomposição. O seu perfil de canabinoides é completamente diferente do que era encontrado antes da prensa.

     

    Podemos deduzir algumas características pelo padrão de plantação, como são plantações outdoor e ilegais, o que é mais prezado é o volume final, por isso a maior parte das plantações tende a ter plantas sativa em seu arsenal. Por serem plantas com maior tamanho, um tempo de floração menor e serem mais adaptadas ao clima da região, exigindo menos cuidados para florescer (se você não conhece, ou quer saber mais sobre Cannabis Sativa, só clicar aqui (link) que te falamos mais sobre!).

     

    Como se faz um prensado?

    No período de plantio, o prensado tem as mesmas necessidades de toda planta cannabis. É interessante para os agricultores que a planta cresça e produza bastante matéria prima para aumentar o volume final. Após a floração, o processo depende muito da fazenda que irá realizar a prensa, mas como foi descrita pela Agência Pública(https://apublica.org/2017/08/como-nasce-o-prensado/), os pés de maconha são cortados e empilhados ao ar livre para o período de secagem, ficando a disposição das condições climáticas e insetos.

     

    Após esse período de secagem, as folhas e flores dos pés são retiradas de maneira bruta, após a separação das folhas maiores, são encaminhadas para a prensa. Após a prensa, esses blocos de maconha podem ficar guardados embaixo do solo por até um ano, dependendo da fazenda, por condições de segurança.

     

    Prensado

     

    O que tem na maconha prensada?

    É difícil determinar exatamente o que está dentro do prensado, por ter esse período em que as plantas ficam desprotegidas, é possível encontrar insetos. Como a secagem feita não é a mais efetiva, ainda há muita umidade nas plantas quando são prensadas, o que cria o ambiente perfeito para a proliferação de fungos, um ambiente escuro, úmido e com matéria vegetal disponível.

     

    O mito de que os fazendeiros fariam xixi nas plantas já foi desmentido, até porque as quantidades produzidas são muito grandes para ter tal prática. A amônia presente no prensado é proveniente da decomposição e fermentação das plantas e tudo mais que pode estar misturado, que se mistura com a umidade do ambiente, formando o hidróxido de amônio.

     

    Quais os efeitos de fumar amônia?

    A amônia é tóxica ao organismo do ser humano, por isso a sua inalação, através da combustão do prensado, pode causar irritações nos olhos, na pele e no trato respiratório. Claro que a quantidade que é consumida em um baseado não é o suficiente para causar reações imediatas, pois há uma concentração baixa de amônia dissolvida dentro da matéria vegetal.

     

    Os efeitos dessa inalação não foram estudados pela ciência, então não se sabe exatamente se podem existir efeitos a longo prazo dessa exposição constante à amônia.

     

    Por que não fumar prensado?

    Acreditamos que essa pergunta já tenha sido respondida pelas condições em que o prensado é produzido, mas é importante frisar que ninguém aqui está dizendo que é fácil não fumar mais prensado, como já falamos antes, é a maconha em maior abundância no Brasil, o que torna seu preço acessível.

     

    Uma alternativa aos que desejam interromper o uso do prensado é o plantio, usando as próprias sementes que vêm junto, é possível que algumas delas germinem e gerem uma planta! A origem será desconhecida, assim como o padrão de canabinoides, mas, ainda sim, será uma planta inúmeras vezes melhor do que o prensado.

     

    Uma grande motivação para os possíveis growers, é que a maconha prensada tem uma potência muito menor do que a planta natural, que tem uma concentração de THC muito maior, assim como muitos outros benefícios medicinais dos terpenos e outros canabinoides encontrados. Então além de ser um beck mais potente, que vai te fazer fumar menos do que antes, ainda podem ser aproveitados os benefícios medicinais.

     

    Como melhorar o prensado?

    Uma forma de melhorar a qualidade, sem perder a potência da brisa, é lavar o seu bloquinho de prensado. Esse processo de lavagem ajuda muito a diminuir as impurezas que seriam queimadas e absorvidas pelo nosso corpo, pois ao lavar são retirados os resquícios de terra, de amônia e insetos.

     

    A maconha pode perder um pouco do cheiro no processo, também por conta da volatilidade dos terpenos, mas a potência que resulta na brisa vai continuar intacta. Isso acontece porque o THC e os canabinoides são lipossolúveis, apenas se misturam com substâncias oleosas, o processo de lavagem é feito com água.

     

    O ideal para esse processo é controlar a temperatura da água, para não prejudicar os canabinoides, ela deve ser mantida entre 75ºC e 80ºC, se você não tem um termômetro de cozinha e não tem como controlar essa temperatura, apenas não deixe a água ficar quente o suficiente a ponto de começar a borbulhar, nem pequenas bolhas. Depois de aquecer a água, é só colocar seu bloco de prensado em uma superfície de vidro e colocar água, despedaçando o bloco e colocando mais água, até que cubra tudo completamente. Esse processo pode ser repetido até 3 vezes, conforme você achar necessário.

     

    Para evitar mofos, é MUITO importante que suas flores permaneçam secando até que estejam completamente secas, senão todo seu processo vai ser em vão, pois, como já explicamos em outro King Blog (link), fumar maconha mofada pode causar muitos danos (algumas vezes até fatais) à sua saúde. Esse processo pode ser feito naturalmente, a deixando exposta em lugar ventilado, com algum papel ou superfície que absorva a água por baixo, ou você pode colocar outro papel por cima e um objeto mais pesado, para estimular a absorção da água, trocando os papéis sempre que estiverem úmidos. Depois que estiverem secos, os buds podem ser colocados em potes herméticos para ajudar a conservação!

     

    Como a secagem pode demorar um pouco, é aconselhável que você guarde um pouco do prensado para ir fumando enquanto o resto seca, porque como vocês já sabem, maconha molhada não queima!

     

    Como dichavar prensado

    Os blocos de prensado são chamados dessa forma porque realmente são blocos, como já podem ter passado por diversas mudanças climáticas, sido expostos à umidade e etc, muitos provavelmente são muito duros e difíceis de serem dichavados. Nesses casos recomendamos dichavadores com material resistente e dentes afiados, como os dichavadores de metal ou policarbonato.

     

    Referências:

    https://apublica.org/2017/08/como-nasce-o-prensado/

    https://girlsingreen.net/blog/o-que-e-prensado

    https://girlsingreen.net/blog/lavar-o-prensado

    http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/fispq_hidroxidodeamonio.html

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  2. Cannabis Sativa: Qual é a brisa?

    Flores de maconha sobre mesa

    Cannabis Sativa é um nome científico que caiu no cotidiano e gera confusões.

     

    Cannabis Sativa: Qual é a brisa?

    Índice

     

    Quais os tipos de maconha?

     

    A Cannabis Sativa é uma planta herbácea da família das Canabiáceas, conhecida popularmente como maconha. É isso mesmo, o nome científico da espécie de todas as plantas que nós conhecemos como maconha, ganja, verdinho ou como você quiser chamar, é Cannabis Sativa, por isso já começo dizendo que existe muita confusão em relação à nomenclatura da cannabis, sua história é muito antiga e possui muitas versões.

    Dentro da espécie Cannabis Sativa existem variações físicas entre plantas, chamadas subespécies, as duas principais são a Cannabis Sativa e Cannabis Indica. Uma terceira subespécie chamada Ruderalis também é um meio que um mistério, alguns dizem que teria sido uma subespécie que existiu como ancestral comum da Cannabis Sativa e Indica, mas que hoje já estaria extinta. Há referências de que essa espécie seria uma versão com baixa concentração de canabinoides, seria cultivada pelas suas fibras. 

     

    Qual a diferença entre sativa, indica e ruderalis?

     

    A principal diferença entre as subespécies é são as características da planta, cada uma delas possui especificidades em relação ao tamanho, formato das folhas e frutos, período de floração, etc.

    Muito se fala das diferenças na proporção de canabinoides, como se houvesse uma relação clara e nítida entre a origem da subespécie e a quantidade de cada canabinoide que a planta irá produzir, porém essa definição não é tão clara assim. Se você não sabe ou não lembra o que são canabinoides só dar uma olhadinha no nosso post THC: O que é e para que serve?” para entender melhor o que vamos explicar aqui.

    De acordo com esse senso comum, as diferenças entre a Cannabis Sativa e Indica teria um reflexo nítido na proporção de THC e CBD que a planta iria produzir, sendo a Sativa produtora de uma concentração maior de THC em relação ao CBD e a Indica teria uma proporção mais equilibrada dos dois. Essa é uma afirmação que causa discussões, existem pesquisadores como o neurologista Ethan Russo que discordam totalmente, pois os estudos da área mostraram que não é possível prever o perfil da planta apenas pela sua aparência.

    No entanto, existem sim diferenças entre as plantas e para os growers é muito importante conhecer as especificidades da sua planta, pois isso muda o clima ideal em que ela deve crescer, a temperatura, umidade e tempo de floração.

     

    Quais as características da sativa?

     

    As diferenças físicas entre as subespécies podem ser notadas na estrutura da planta, no formato das folhas e flores. As plantas sativa são mais altas, possuem folhas mais finas e compridas, normalmente são de um tom verde claro, buds menos densos e mais alongados. São adaptadas a climas mais quentes e úmidos e possuem períodos de floração mais longos, entre 60 e 90 dias.

    As plantas indica possuem uma estatura menor, folhas mais grossas, buds densos e menores. São mais adaptadas ao clima seco e frio, além de possuírem um ciclo de floração mais curto, entre 45 e 60 dias.

    É importante dizer que hoje é difícil achar uma planta completamente pura, tanto sativa quanto indica, sendo a grande maioria das strains híbridas. Essas subespécies já foram cruzadas diversas vezes, por isso o ideal é que cada grower conheça o perfil da sua própria planta.

     

    Qual a brisa da Sativa?

     

    Como já dissemos antes, é um mito essa diferenciação clara do potencial da planta considerando apenas as suas características físicas, mas o que caiu no cotidiano é que a concentração de THC na subespécie sativa seria maior do que a de CBD.

    Devido a essa alta concentração de THC, seria conhecida por gerar sensações mentais eufóricas, deixando tudo engraçado e um ambiente mais sociável. Pode-se dizer que a brisa da sativa seria mais concentrada na mente, não tanto no relaxamento corporal, por isso sua popularidade de ser indutora de criatividade e agitação, um efeito diferente do que é normalmente é considerada uma brisa de maconha, de deixar sonolento e relaxado.

    Esse padrão de comportamento pode sim ser encontrado em plantas sativas, mas não é uma regra que uma strain sativa não vai produzir efeitos de sonolência e relaxamento corporal, pois essas características dependem inclusive dos terpenos que cada planta produz. Assim como é possível encontrar plantas indica que produzem a mesma euforia e criatividade, pois como já dissemos antes, essas plantas foram cruzadas diversas vezes, sua história é muito antiga, por isso é difícil fazer essa padronização.

     

     Plantação de cannabis

    Qual o significado de sativa?

     

    A palavra sativa apareceu primeiramente em 1753, o botanista sueco Carl Linnaeus, significa apenas “cultivada” e refere-se a uma planta que era encontrada em grandes quantidades na Europa na época. Hoje o que Linnaeus chamou de cannabis sativa é o que consideramos o cânhamo, uma planta com baixas concentrações de canabinoides, muito cultivada pelas suas fibras. Já a origem dessa planta que entendemos como sativa hoje é onde começa a confusão entre os nomes.

    Em 1785 o naturalista europeu Jean-Baptiste Lamarck, descreveu um padrão diferente de cannabis, que na época foi chamado de Cannabis Indica, por ter sido originária da Índia, ela que produziria grandes quantidades de psicoativos, podendo ser usada na produção do haxixe.

    Portanto, o que hoje conhecemos por sativa no cotidiano é uma derivação da Cannabis Indica que possui características físicas da planta em si, parecidas com a Cannabis Sativa original. Essa diferenciação seria uma adaptação às condições climáticas caribenhas e por isso existe um padrão diferente de planta.

     

    Quais os benefícios da Cannabis Sativa?

     

    Agora que já sabemos que Cannabis Sativa é o nome de todas as formas de maconha que existem, podemos dizer que seus benefícios são os mais diversos. É uma planta que possui um padrão complexo, a maioria dos seus canabinoides ainda não foram completamente estudados e descritos pela ciência, mas os que nós já conhecemos já possuem diversas aplicações medicinais.

    Falando especificamente do padrão sativa que foi adotado, existem benefícios em relação ao cultivo. Por ter uma afinidade com climas quentes e úmidos, pode ser plantada outdoor em países tropicais como o Brasil, sendo necessária apenas a criação de uma adaptação de luz nos períodos de floração. Sua estatura pode chegar até 3 metros de altura se for criada em condições ideais, o que compensa a baixa densidade dos seus buds.

    Os benefícios em relação à proporção de THC e CBD não são totalmente associados ao padrão de estrutura da planta, mas após a compreensão da proporção de cada canabinoide, pode-se fazer uma escolha por uma strain que contemple as necessidades do usuário. A aplicação medicinal desses canabinoides é um assunto mais complexo, que fica para outra postagem. 

     

    Como é o cultivo da Subespécie Sativa?

     

    O cultivo de cada strain é um processo muito individual de cada uma, pois é preciso conhecer o padrão de necessidade que aquela planta possui especificamente, em relação ao controle de pragas, adaptação com a luz e umidade, quantidade de nutrientes. Agora o que pode ser considerado como padrão para a subespécie é a adaptação ao clima quente e úmido, um período de floração entre 45 e 60 dias e uma alta taxa de crescimento vegetativo (podem ficar plantas muito grandes).

     

    Qual é o melhor lugar para guardar maconha?

     

    A forma de guardar a maconha é uma questão que deve levar em consideração que a planta ainda passa por mudanças químicas quando a tiramos do pé e fazemos todo o processo de secagem e cura, por isso ela ainda é influenciada pelas condições que é colocada. A quantidade de umidade no ambiente, se há impactos físicos na planta, se ela possui uma troca de ar necessária, tudo isso influencia em como a sua planta vai envelhecer. Esse processo de envelhecimento é quando os terpenos são aos poucos degradados (sua planta fica menos cheirosa e saborosa) e os canabinoides dentro dela também sofrem mudanças. O local de guardar sua maconha então deve ser um ambiente propício para que ela faça esse processo da forma menos prejudicial possível, para que você consiga conservar uma planta potente e cheirosa por mais tempo.

     

    Potes de Cura

     

    O processo de cura é quando após a colheita e a secagem, a planta é colocada em um ambiente fechado, com uma quantidade limitada de ar, como quando colocada em um pote hermético, também é colocada no abrigo da luz, como dentro de um armário. Esse processo estimula a planta a oxidar seus canabinoides, produzindo por exemplo o CBN, que traz potentes efeitos sedativos para a planta.

    Os potes de cura são importantes também quando você não quer que a sua flor fique sendo pressionada por eventuais impactos, o que acelera o processo de envelhecimento.

    Quer começar a cuidar melhor das suas flores? Temos um grande arsenal de potes para você guardar a cota bem e com estilo.

     

    Referências

     

    https://girlsingreen.net/blog/indica-x-sativa-desmistificando-o-debate

    https://blog.drcannabis.com.br/diferencas-entre-cannabis-sativa-e-cannabis-indica/

    https://www.ambientelegal.com.br/cannabis-sativa-a-cura-rotulada-como-vila/

    http://www.facene.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cannabis-Sativa-PRONTO.pdf 

    https://blog.mapadamaconha.com.br/diferenca-cannabis-indica-sativa/

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