Alcool & Maconha

RIO - Poucas pesquisas se debruçam sobre a reação do nosso organismo ao consumo simultâneo de álcool e maconha, apesar da frequência com que muitas pessoas combinam ambas as drogas. Mas um novo estudo da Associação Americana para a Química Clínica (AACC, na sigla em inglês) mostra que essa mistura faz com que a quantidade de tetrahidrocanabinol (THC), a substância psicoativa da maconha, no sangue do indivíduo seja muito mais elevada do que quando ele fuma sem beber.

 

Dizem por aí que, na hora de chapar, as pessoas não costumam tomar uma droga só. Na verdade, o uso de polissubstâncias – o termo meio científico para "ficar loucão com mais de uma droga" – tende a ser a norma para a maioria dos usuários.

Você pode tomar só cerveja, claro. Assim como um uruguaio também pode só fumar beck sem se sentir tentado a mandar um e-mail às 4 da manhã ao financeiro da firma a fim de pedir um adiantamento para comprar mais seis gramas de pó. A regra geral dos chapados, porém, é a de que, assim que colocam alguma droga no organismo, eles suplementam com outra coisa – pode ser um estimulante para ficar mais animado ou algo para acalmar e capotar.

Apesar predomínio da prática, o uso de polissubstâncias é pouco pesquisado. A maioria dos estudos se concentra nos efeitos de uma única substância. Entre os cientistas, há apenas uma certeza: cada droga adicional que a pessoa usa, aumenta exponencialmente os riscos para sua saúde. O melhor exemplo são as muitas celebridades dos EUA que usaram heroína ou cocaína por anos até injetar speedball – um combo de heroína e cocaína. Todas que sabemos morreram pouco depois.

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